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Deputado Federal Simplício Araújo (SDD) |
Reportagem do Fantástico desse domingo
(9) mostrou realidade precária das escolas públicas no Maranhão, em Pernambuco
e Alagoas. Sem a mínima infraestrutura, os professores vão se virando como
podem. São escolas sem água potável, sem banheiro e até sem sala de aula. Um
cenário vergonhoso para a educação brasileira.
Em Codó (MA), por exemplo, tem aluno
que até cai da cadeira, segundo afirmou uma moradora do município. “Quando
temos a necessidade de irmos para o banheiro, vamos para o mato. Os alunos e a
professora”, disse uma mulher. A escola municipal em Codó se chama Divina
Providência e espera providências há muito tempo.
O deputado Simplício Araújo lamentou
o descaso dos governos municipal e estadual com um setor tão fundamental para o
futuro do país. “A infraestrutura nas escolas é essencial para que o aluno
consiga desenvolver seu aprendizado”, garantiu o parlamentar.
A reportagem abordou o
resultado do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla
em inglês), divulgado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento
Econômico (OCDE). O Maranhão apresentou o 2º pior desempenho entre os estados
brasileiros. A nota geral alcançada pelo estado no Pisa foi de 357, só superior
à de Alagoas – pior desempenho –, que teve 348.
Há vinte anos, a então candidata ao
governo do Maranhão, Roseana Sarney, afirmou que iria modernizar as técnicas de
ensino e preparar os profissionais para o futuro. “Precisamos colocar as nossas
escolas na era da informática. Precisamos de computadores e de mais recursos
para a televisão educativa. Queremos fazer uma verdadeira revolução na educação
do nosso estado”, disse em seu discurso há vinte anos.
Mas, de lá para cá, pouco avançou e o
que vemos é essa situação lastimável das escolas dos municípios, disse
Simplício. “O cenário é desolador. Fica impossível dar um ensino de qualidade
para essas crianças nessas condições. O fato é que a educação do Maranhão
atravessa uma crise e até agora os poderes públicos continuam de olhos fechados
para o problema”, concluiu Simplício.
Fonte: Jorge Vieira
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