Evento evangélico reuniu artistas, religiosos
e parlamentares. Líderes defenderam a preservação da 'família tradicional'.
![]() |
| O deputado Marco Feliciano (PSC-SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, no evento evangélico na Esplanada dos Ministérios |
Sob um sol intenso, milhares de evangélicos (40
mil, de acordo com o comando da Polícia Militar; 70 mil, segundo os
organizadores) ocuparam nesta quarta-feira (5) os gramados da Esplanada dos
Ministérios, em Brasília, para protestar contra a descriminalização do aborto e
o casamento gay e pedir liberdade de expressão religiosa.
O palco montado em frente ao Congresso Nacional
atraiu líderes evangélicos, políticos de vários partidos e artistas gospel.
O evento organizado pelo pastor Silas Malafaia, um
dos líderes da igreja Assembleia de Deus, foi realizado em um dos dias de maior
movimentação no Legislativo. Dezenas de parlamentares ligados à bancada
evangélica se revezaram para discursar no ato religioso.
Um dos temas mais recorrentes dos oradores do
evento foi o casamento entre casais homoafetivos. Recentemente, decisão do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que os cartórios do país
oficializem casamentos entre pessoas do mesmo sexo.
Durante as manifestações ao público aglomerado
diante do palco, os líderes evangélicos criticaram os esforços de parlamentares
ligados a movimentos sociais de tentar criminalizar a homofobia.
Os pastores e políticos defenderam que qualquer
cidadão tenha o direito de se expressar contra as uniões entre homossexuais.
Para Silas Malafaia, “o ativismo gay quer
criminalizar a opinião”. O pastor evangélico ressaltou que, na opinião dele,
“não existe delito de opinião”.
“Não existe opinião homofóbica. Existe homofobia. A
sociedade é livre para criticar evangélico, criticar católico, criticar
deputado. Agora, se criticar a prática homossexual é homofobia. Vai ver se eu
estou na esquina", discursou Malafaia.
Alvo de protestos de protestos por conta de
declarações publicadas em redes sociais consideradas racistas e homofóbicas, o
presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, deputado Marco Feliciano
(PSC-SP), disse que os críticos do casamento homossexual não lutam contra os
gays, e sim “a favor da família”.
“Esta [o evento] é uma resposta aos governantes e a
todas as pessoas que chamam de progresso aquilo que não é, que é retrocesso. A
família é a base de toda a sociedade. A minha permanência na Comissão de
Direitos Humanos é a favor da família. Eu mostrei isso sem xingamento, sem
briga, sem nada”, afirmou Feliciano.
LOUVOR E DISCURSOS - O evento evangélico teve início com breve discurso do pastor Silas
Malafaia, que defendeu a “família tradicional” e a liberdade religiosa. Em
seguida, o público ouviu de pé o Hino Nacional. Vários evangélicos carregavam
bandeiras, a maioria com mensagens em defesa do casamento heterossexual e
contra o aborto.
A primeira atração musical
foi da deputada federal Lauriete Rodrigues Pinto (PSC-ES),
que cantou músicas de louvor. Ao longo de todo o evento, shows de cantores
gospel eram intercalados por discursos e pregações.
Um dos primeiros religiosos a
discursar foi o pastor Abner Ferreira, do Ministério de Madureira, que fez uma
crítica enfática do casamento entre pessoas do mesmo sexo.
“Quero dizer aos senhores
ministros do Supremo, ao Executivo, ao Legislativo, que não vamos nos submeter
a essas leis. Independentemente do que for decidido, a Bíblia diz que a prática
homossexual é pecado diante de Deus e vocês não vão calar a nossa boca. O livro
diz que Deus fez macho e fêmea”, afirmou.
Fonte: G1
tópicos:


Nenhum comentário:
Postar um comentário