Em
nenhuma das audiências realizadas a Mineradora enviou representantes.
Foi realizado na tarde
de ontem (04), no Plenário da Comissão de Minas e Energia, Câmara Federal –
Brasília, uma audiência pública para discutir as compensações econômicas e
sócio ambientais aos municípios afetados pelo transporte da Estrada de Ferro
Carajás. Em atendimento ao requerimento de autoria do Deputado Federal Cleber
Verde e Davi Alcolubre.
No local estiveram
presentes 16 prefeitos municipais do Maranhão, parlamentares, representantes da
“Justiça nos Trilhos” e sociedade civil organizada. O Diretor Administrativo do
Consórcio dos Municípios da Estrada de Ferro Carajás no Maranhão (Comefc),
Leôncio Lima, explicou sobre os efeitos do projeto S11D da Mineradora VALE, que
vai gerar um lucro de 40 bilhões de reais à empresa. O Diretor destacou que o
Maranhão vive há três décadas em situação de miséria, são mais de 1 milhão e
800 mil habitantes que vivem à margem do autoritarismo e abandono de uma das
maiores mineradoras do mundo.
O consórcio nasceu para
minimizar os impactos sofridos pelos 23 municípios, que estão atuando de forma
coletiva para que a VALE entenda que é necessário compensar. Além dos débitos
sociais e ambientais com o Maranhão, a empresa acumula ao longo dos municípios
159 mortes ocasionadas pela Estrada de Ferro.
O senador Edson Lobão
Filho pontuou que o Maranhão serve como corredor estratégico de todos os
produtos exportados pela VALE, entretanto o que fica para as comunidades é
apenas prejuízo. Além de afirmar que está totalmente irmanado com a iniciativa,
o senador destacou a falta de respeito da mineradora com o Congresso Nacional
em não enviar representantes para os debates.
As audiências públicas
realizadas pelo Comefc servem para distribuir em todas as esferas os propósitos
do projeto, todos estão imbuídos de um propósito, que é escrever uma nova
história para o Maranhão e ao Brasil.
A presidente do Comefc e
prefeita do município de Bom Jesus das Selvas, Cristiane Damião, relatou que o
consórcio é referencia para os 30 países onde a VALE está presente. “O grito do
Maranhão estava preso, mas agora gritamos para o Brasil, para o mundo. A VALE é
grande, mas poderosos somos nós, que cedemos nosso solo para ela passar com sua
riqueza. Nosso território precisa ser valorizado”, finalizou.
Durante a audiência,
após sugestão do Deputado Federal Domingos Dutra, uma moção de repúdio foi
aprovada pela ausência da VALE na audiência.
Dando continuidades as
ações do Comefc, será realizada amanhã (06), às 9h, na Câmara Municipal de São
Luís, uma nova audiência pública. Gestores municipais, lideranças comunitárias,
imprensa e sociedade civil organizada estão convidados a participar.
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