A Polícia Federal
deflagrou na quarta-feira (3) a operação Dríade que investiga a suposta
extração ilegal de madeira na região da Reserva Biológica do Gurupi, em
Carutapera (oeste do Maranhão). A madeira era comercializada no exterior,
segundo a PF.
De acordo a PF, a
madeira era retirada ilegalmente da reserva ecológica e levada para áreas em
que grupos empresariais possuíam autorização para corte e manuseio do produto.
A madeira era
"esquentada" com guias de transporte e documentos expedidos pelas
autoridades ambientais, informou a PF.
Durante a operação foram
realizados 29 mandados de busca e apreensão nas cidades de Paragominas, Dom
Eliseu, Tomé-Açu e Pacajá, todas no Pará. Foram necessários 90 policiais.
Uma equipe do Ibama
(Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais) apoiou a operação.
A intenção da PF é
colher mais informações sobre a participação de cada uma das pessoas físicas e
jurídicas envolvidas.
Segundo a PF, os grupos
foram autuados pela devastação, na reserva biológica, de área equivalente a
2.600 campos de futebol. Até o momento, as investigações apontam danos de cerca
de R$ 50 milhões pela extração da madeira.
A PF não informou o nome
dos envolvidos ou dos grupos empresariais que atuavam na exploração ilegal da
madeira.
O nome da operação é
inspirado na mitologia grega. Dríade faz referência à divindade que cuida das
árvores e amedronta aqueles que atacam as florestas.
Fonte: Folha on-line

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