quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Deputado pede na Justiça anulação de licitação abusiva do Governo Roseana

Deputado estadual Marcelo Tavares (PSB)
O deputado estadual Marcelo Tavares (PSB) já recorreu ao Poder Judiciário para pedir a suspensão do processo licitatório do contrato de R$ 1,3 bilhão para gestão do sistema penitenciário. O caso foi denunciado na manhã desta quarta-feira (22) no plenário da Assembleia Legislativa. 

O contrato licitado por Roseana Sarney às vésperas de deixar o cargo representa o equivalente a 10% do orçamento total do Estado. Para cada preso, o gasto mensal seria de R$ 8.891,00, valor que representa o dobro da média nacional de gastos no setor, que é de aproximadamente R$ 4 mil.

No documento entregue à Justiça, o coordenador da Equipe de Transição de Flávio Dino, Marcelo Tavares destaca a necessidade da contratação de empresas para prestação de serviços de suporte e apoio à administração penitenciária. “Todavia, é indispensável certificar-se de que a contratação desses serviços seja feita de forma lícita e responsável, afim de que atenda o verdadeiro objeto da contratação com valores equitativos que não lesem o erário”, consta na ação.

A preocupação da Equipe de Transição designada por Flávio Dino para conhecer os contratos vigentes do Estado a partir de 1º de janeiro é garantir que a próxima Administração do Estado seja feita com contratos que cumpram todas as disposições legais da Administração Pública. Isto é, assegurar a legalidade, moralidade e economia nos gastos públicos.

Conforme demonstrado pelo deputado na tribuna e na petição, a licitação aberta pelo governo Roseana Sarney no fim do mandato tem cifras muito acima da média nacional e podem comprometer os cofres públicos estaduais. O deputado afirmou que todo trabalho da transição será feito para impedir abusos do grupo Sarney nos últimos meses de mandato e garantir que o próximo governo tenha condições de implantar as políticas públicas aprovadas amplamente pela população maranhense nas últimas eleições.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Dilma tem 52%, e Aécio, 48% dos votos válidos, aponta Datafolha

Levantamento com 4.389 eleitores foi feito nesta segunda (20). Margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta segunda-feira (20) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:
- Dilma Rousseff (PT): 52%
- Aécio Neves (PSDB): 48%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal "Folha de S.Paulo".
De acordo com o Datafolha, na reta final da eleição, os candidatos continuam empatados, no limite da margem de erro, de dois pontos percentuais para mais ou para menos, mas Dilma aparece pela primeira vez numericamente à frente de Aécio em um levantamento feito após o primeiro turno.
No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 15, Aécio tinha 51% e Dilma, 49%.

VOTOS TOTAIS - Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:
- Aécio Neves (PSDB): 46%
- Dilma Rousseff (PT): 43%
- Em branco/nulo/nenhum: 5%
- Não sabe: 6%
Na margem de erro, os candidatos estão empatados tecnicamente.

O Datafolha ouviu 4.389 eleitores no dias 20 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01140/2014.

CERTEZA DO VOTO - O Datafolha também perguntou, entre os dois candidatos, em quem os eleitores votariam com certeza, em quem talvez votassem e em qual não votariam de jeito nenhum.

Veja os números:
Dilma
45% - votariam com certeza
15% - talvez votassem
39% - não votariam de jeito nenhum
1% - não sabe
Aécio
41% - votariam com certeza
18% - talvez votassem
40% - não votariam de jeito nenhum
2% - não sabem
1º turno
No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55%).


Fonte: G1

Reitor da Uema recebe Título de Cidadão Arariense

Na última sexta-feira (17), aconteceu na Secretaria Municipal de Assistência Social do município de Arari, a cerimônia de outorga do Título de Cidadão Arariense, concedido pela Câmara Municipal daquele município, ao reitor da Universidade Estatual do Maranhão (Uema), José Augusto Silva Oliveira.
Compuseram a mesa de honra o presidente da Câmara de Municipal de Arari, Evando Batalha Piancó; o secretário da Câmara, Cabito Abas; o prefeito de Arari, Djalma Melo Machado; o reitor da Uema e homenageado, José Augusto Oliveira; o chefe de Gabinete da Reitoria, Raimundo de Oliveira Rocha; o presidente da Academia Arariense e Vitoriense de Letras, Éden do Carmo Soares; o representante da Academia Arariense de Letras, Artes e Ciências; Cleilson Fernandes; o secretário de Educação de Arari, Nilson Ericeira; e a professora Edna Bezerra, representando o Polo da Uema em Arari.
 Na ocasião, compareceu para prestigiar o evento uma comitiva de São Luís composta pelos pró-reitores Antônio Pereira (Planejamento); Porfírio Candanedo Guerra (PPG); o representante do Rotary Club Internacional, Pedro Ivo de Carvalho Viana; o presidente do Crea-MA, Antônio de Pádua Angelim; o professor João Francisco Batalha, representando a Secretaria de Estado e Educação; a coordenadora de Pós-Graduação, Cristiane Pestana; assessores da Reitoria, diretores de Curso, professores, funcionários e convidados.
O presidente da Câmara fez abertura da cerimônia, depois passou a palavra para o vereador Cabito, que leu um versículo bíblico. Em seguida, foi feita a leitura do projeto que promulgou o título de cidadão ao professor José Augusto.
O professor Raimundo Rocha, foi convidado a ler a biografia do reitor, ressaltando o trabalho realizado em prol do desenvolvimento de Arari e acrescentou: “É com grande emoção que falo sobre o reitor e meu amigo, José Augusto, homem de força e que inspira os que estão ao seu redor por sua trajetória de vida e empenho na luta pelo desenvolvimento e expansão da universidade”.
Já o vereador Almir Leite, autor da proposição do título, iniciou sua fala comentando sobre a importância da figura do professor no desenvolvimento de uma sociedade, aproveitou para parabenizar os docentes pelo Dia do Professor, em especial ao reitor, pelo trabalho realizado no Maranhão. “É um extremo ato de cunho cívico para Arari este dia. O progresso que o professor José Augusto fez no ensino do Maranhão, principalmente, em nosso município, tinha que ser reconhecido. Ele se empenhou muito para trazer o polo da Uema para esta cidade.”, lembrou. Em seguida, fez a entrega do título.
As palavras do prefeito Djalma Melo foram de contentamento pelo prestígio e contribuição do reitor pela cidade. “Tenho plena consciência da importância de ser um cidadão daqui. O cidadão arariense trabalha em prol do desenvolvimento da cidade e José Augusto Oliveira é um cidadão arariense”, enfatizou.
Em sua fala, Cleilson Fernandes, contou como a cidade era décadas atrás, quando os estudantes precisavam ir para cidades próximas ou morar na capital, a fim de ter acesso a uma universidade o, que, com a chegada de algumas instituições de ensino superior, diminuíram os obstáculos. Para ele, no entanto, faltava mais. Com a chegada da Uema, abriu-se um leque maior de cursos superiores, que beneficiaram muitos jovens, e isso graças ao papel desempenhado por José Augusto. “É um ato de justiça, o reitor receber este título, por trazer ensino de qualidade e gratuito para nosso município. Hoje, Arari é referência que atrai pessoas de cidades vizinhas e, até mesmo de locais distantes, em busca da graduação”, ressaltou. E disse ainda: “Um grande homem se conhece pela sua grande obra. A Câmara agradece sua dedicação e reconhece suas ações como cidadão, não só por práticas, mas agora de direito”.
Para o acadêmico Éden, a concessão do título foi uma homenagem condizente com o trabalho desenvolvido com eficiência pelo reitor durante 37 anos na área da educação. “Que minhas palavras alcancem o grau de reconhecimento que hoje é concedido ao reitor da Uema. Este é um momento de louvor à sabedoria e à praticidade em favor do bem comum”, afirmou.
Foi dada também oportunidade ao estudante Romário de Souza, acadêmico do Programa Darcy Ribeiro, para fazer uma homenagem em nome dos estudantes do polo de Arari. Romário agradeceu em nome de todos e enalteceu o trabalho realizado por José Augusto na cidade. “Ensino Superior não é mais um sonho distante nosso. Agradecemos por ser esta brilhante personalidade e por dar aos estudantes daqui acesso à graduação sem a necessidade de sair da nossa terra”, disse. Após, a fala do aluno, vários outros estudantes levantaram placas no auditório com mensagens de agradecimento.
Depois, o reitor fez seu discurso de agradecimento, no qual expressou a alegria de poder ser chamado de cidadão arariense e do legado de sua família na cidade, em especial, o trabalho promovido pelo padre Clodomir Brandt e Silva e por sua convicção em ser nomeado pároco de Arari. “Eu direi como o padre Clodomir: escolho Arari! Ou antes, eu ouvirei essas palavras, como se estivesse diante do meu próprio tio e fosse ele mesmo que, [muito para depois], me dissesse, como se guardasse para o momento especialíssimo o seu gesto: ‘Levanta-te, e recebe teu grau e o teu diploma, meu sobrinho! A tua cidadania não é dos cidadãos comuns, é a da classe honorífica desta cidade’”, exclamou.
José Augusto lembrou, ainda, que o título também tem o peso da Uema, instituição que contribuir para a melhoria de vida de toda sociedade maranhense. Agradeceu a gentileza e se prontificou a honrar o título recebido. “Hoje, pela benevolência do Poder Legislativo de Arari, passo a servir a esta Princesa do Baixo Mearim com o dever e ofício de um filho. Assim, digo a Arari que estou pronto para ajudá-la como um operário dos seus sonhos e de suas mais vivas aspirações”, prometeu.
Encerrando a cerimônia, o vereador Edvando Piancó desejou boas-vindas ao novo conterrâneo. “Bem-vindo a esta honraria como cidadão arariense”, saudou.
Na oportunidade também, houve a Celebração Eucarística pelo Dia de Santo Inácio de Antioquia, dirigida pelo padre Raimundo França, na Paróquia Nossa Senhora da Graça, onde o tio de José Augusto, padre Clodomir, esteve à frente por 54 anos.
O padre Raimundo França, no decorrer da celebração, falou sobre o primoroso serviço do padre Clodomir e aproveitou para parabenizar o reitor pelo título de cidadão da cidade. “Como está escrito no evangelho, devemos dar honra a quem tem honra. Que Deus abençoe o seu caminho e sua família, que muito tem feito por Arari”, disse ele dirigindo-se ao reitor.
O professor José Augusto teve também oportunidade de falar sobre a trajetória do pároco, que faleceu em 1998, além de agradecer pelo acolhimento da comunidade. “Estou muito feliz pelo comparecimento de meus familiares, amigos e pela comunidade arariense, que veio participar desta celebração comigo e também pela participação no ato de concessão de grande honra para mim”, concluiu.

sábado, 18 de outubro de 2014

Dilma tem apoio de 16 dos 28 que disputam 2º turno; 10 apoiam Aécio

2 dos 28 candidatos a governador que estão no 2º turno se dizem neutros. Aécio não tem palanque em cinco estados; Dilma, no DF e em RR

Na soma geral, Dilma e Aécio estão empatados tecnicamente

Desde a confirmação dos nomes de Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) como adversários no segundo turno das eleições presidenciais, declararam apoio à petista 16 dos 28 candidatos aos governos de estados onde haverá segundo turno; dez manifestaram apoio ao tucano e dois se declararam neutros.
Ao todo, 13 estados e o Distrito Federal terão eleições para governador no próximo dia 26, mesma data em que a população escolherá o presidente do país.

Em quatro estados (Amapá, Ceará, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte), Dilma conta com o apoio dos dois candidatos que disputam o segundo turno. No Distrito Federal, Aécio  é apoiado pelos dois rivais.
No Rio de Janeiro, um dos principais colégios eleitorais do país, Dilma recebe o apoio do atual governador e candidato à reeleição, Luiz Fernando Pezão (PMDB), e do seu adversário, Marcelo Crivella (PRB).

No Amapá, os candidatos Waldez (PDT) e Camilo Capiberibe (PSB) declararam apoio à petista. Nacionalmente, o PSB, de Capiberibe, declarou apoio a candidatura de Aécio Neves na última semana.
O tucano não tem palanque no Ceará, onde Camilo Santana (PT) e Eunício Oliveira (PMDB) manifestaram apoio à candidatura de Dilma; e no Rio Grande do Norte, estado em que concorrem ao governo o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Henrique Eduardo Alves, e Robson Faria (PSD).

Aécio também fica sem palanque no Amazonas, onde Eduardo Braga (PMDB) é aliado de Dilma e José Mello (PROS) ficou neutro.
No Distrito Federal, é Dilma quem não tem apoio de nenhum dos candidatos ao governo distrital. Os adversários Rodrigo Rollemberg (PSB) e Jofran Frejat (PR) manifestaram estão com Aécio Neves no segundo turno. Ela também não tem apoio em Roraima, onde Chico Rodrigues (PSB) ficou ao lado de Aécio e Suely Campos (PP) ficou neutra.

NEUTRALIDADE - Dos 28 candidatos aos governos estaduais, somente José Mello (PROS), que concorre ao governo de Amazonas contra Eduardo Braga (PMDB), e Suely Campos (PP), que rivaliza com Chico Rodrigues (PSB) em Roraima, não manifestaram apoio público a nenhum dos presidenciáveis.
Em todos os outros sete estados onde há disputa para o governo local, um candidato apoia Dilma e o outro, Aécio. Isso acontece nos estados do Acre, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Rondônia e Rio Grande do Sul.

No Rio Grande do Sul, o candidato do PMDB, Ivo Sartori, manifestou voto em Aécio Neves, embora isso contrarie a posição nacional da legenda, que faz integra a coligação de Dilma. No primeiro turno, Sartori apoiou a candidata do PSB, Marina Silva. O adversário do candidato do PMDB, o governador Tarso Genro (PT), apoia Dilma Rousseff. 

Confira os apoios dos candidatos a governador dos estados onde haverá segundo turno:

Dilma Rousseff
Tião Viana (PT-AC);
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Waldez (PDT-AP)
Camilo Capiberibe (PSB-AP)
Camilo Santana (PT-CE)
Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Iris Rezende (PMDB-GO)
Delcídio do Amaral (PT-MS)
Helder Barbalho (PMDB-PA)
Ricardo Coutinho (PSB-PB)
Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ)
Marcelo Crivella (PRB-RJ)
Henrique Alves (PMDB-RN)
Robson Faria (PSD-RN)
Confúcio Moura (PMDB-RO)
Tarso Genro (PT-RS)

Aécio Neves
Márcio Bittar (PSDB-AC)
Rodrigo Rollemberg (PSB-DF)
Jofran Frejat (PR-DF)
Marconi Perillo (PSDB-GO)
Reinaldo Azambuja (PSDB-MS)
Simão Jatene (PSDB-PA)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Expedito Jr. (PSDB-RO)
Chico Rodrigues (PSB-RR)
Ivo Sartori (PMDB-RS)

Neutros
José Mello (PROS-AM)
Suely Campos (PP-RR)
Fonte: G1


Derrotado, clã Sarney busca receita para sobreviver no Maranhão

Grupo perdeu o governo do estado e vaga no Senado. Roseana Sarney, que planejava deixar a política, já cogita voltar

Após sofrer uma derrota histórica na disputa pelo governo do Maranhão, o clã Sarney está no divã e fala agora em se reinventar. Apesar disso, os próprios aliados sabem que a tarefa não será das mais fáceis. Além do desgaste nas urnas, faltam nomes que possam liderar uma espécie de ressurreição do grupo.
Durante as eleições deste ano, o clã Sarney perdeu não somente a disputa pelo governo do Estado como também a única vaga em disputa ao Senado. Na corrida pelo governo estadual, o candidato do grupo, Lobão Filho (PMDB), filho do ministro de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB), perdeu em primeiro turno para o ex-presidente da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur) Flávio Dino, por uma diferença de aproximadamente 1 milhão de votos.
Na disputa ao Senado, o candidato do clã, o ex-ministro do Turismo Gastão Vieira (PMDB), foi derrotado por Roberto Rocha (PSB). Essa foi a primeira vez na história do Maranhão que o clã Sarney deixou de eleger ao menos um senador. Na prática, os Sarney elegeram apenas duas pessoas em cargos menores: Sarney Filho (PMDB), reeleito à Câmara Federal, e Adriano Sarney (PV), neto do ex-presidente do Senado José Sarney (PMDB), eleito para a Assembleia Legislativa do Maranhão.
Atualmente, os próprios aliados admitem que o clã não tem nomes para um processo de ressurgimento político. Os integrantes do clã Sarney acreditam que nem Sarney Filho, nem Adriano Sarney, nem Lobão Filho têm cacife político para liderar uma ressurreição do grupo Sarney nos próximos anos.
Uma das esperanças do grupo está calcada em um eventual retorno da governadora Roseana Sarney (PMDB) nas eleições de 2016 ou 2018. No início do ano, Roseana tinha dito a aliados que deixaria a política, mas agora ela já cogita disputar a Prefeitura de São Luís, capital do Estado, em 2016. Outra opção que começa a ser levantada por aliados do clã é que ela volte a disputar o governo do Estado em 2018.
Do outro lado, também vem sendo levantada por aliados de Roseana e até mesmo por familiares a possibilidade de ela conseguir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e assim afastar-se definitivamente da política. Nessa hipótese, o grupo Sarney ficaria sem um grande nome para disputas majoritárias nos próximos anos.
Os aliados do grupo acreditam que a esperança talvez esteja não no sobrenome Sarney e sim Murad, família aliada dos Sarneys. Uma outra aposta do grupo está em Ricardo Murad, irmão de Jorge Murad, marido de Roseana Sarney. Ex-adversário do clã nos anos de 1990, Murad tem sido um dos principais defensores e um dos maiores líderes políticos da família Sarney nos últimos oito anos.
Nas últimas duas eleições, Ricardo Murad conseguiu eleger pessoas de confiança e parentes nas disputas pela Câmara Municipal de São Luís e na Assembleia Legislativa do Maranhão. Os integrantes do clã admitem que ele tem sido um cabo eleitoral mais eficiente até mesmo que a família Sarney. Em 2010, Murad conseguiu eleger um assessor político chamado Roberto Costa (PMDB); em 2012, outro assessor, Fábio Câmara (PMDB), e, em 2014, a própria filha, Andreia Murad (PMDB). Os três conseguiram ser eleitos em suas primeiras eleições. Entretanto, apesar de um capital político forte, Murad enfrenta resistência entre aliados do clã pelo seu estilo centralizador.
Por falta de nomes e de uma grande liderança, integrantes do grupo Sarney temem que o clã sofra um desfacelamento natural e morra definitivamente nos próximos anos. Na fase final da disputa pelo governo do Estado, aliados do clã Sarney deixaram o grupo e passaram a integrar a campanha de Flávio Dino. Além disso, na Assembleia Legislativa do Maranhão, deputados integrantes do clã afirmam nos bastidores que debandarão para a base de apoio a Dino.
Fonte: IG

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Dilma diz que “PT não é de briga, mas sabe reagir”

Um dia depois do debate mais agressivo da campanha presidencial até hoje, a presidente Dilma Rousseff alegou ter sido atacada primeiro pelo tucano Aécio Neves; "Nós não somos da guerra, da briga. Mas quando nos desafiam, a gente encara uma boa briga", afirmou, em relação ao PT; discurso foi feito durante comício em Curitiba (PR); antes, em Florianópolis (SC), ela negou ter feito convite ao ex-diretor da Petrobras para o Ministério das Cidades, conforme divulgado na imprensa; "Nunca fiz convite para o Paulo Roberto Costa ser ministro das Cidades. E ele nunca recebeu esse convite porque nunca foi da minha confiança"

Durante campanha no Sul nesta sexta-feira 17, a presidente Dilma Rousseff comentou o debate realizado ontem no SBT, o mais agressivo da campanha presidencial até hoje. A petista afirmou ter sido atacada primeiro pelo adversário do PDSB, Aécio Neves, e disse que "o PT não é de briga, mas sabe reagir".
"Nós não somos da guerra, da briga. Mas quando nos desafiam, a gente encara uma boa briga", declarou, em discurso feito em Curitiba, no Paraná, para cerca de cinco mil pessoas. Antes, ela passou por Florianópolis, Santa Catarina. A candidata à reeleição disse ainda que "o povo não quer andar para trás, quer seguir em frente", em referência ao governo do PSDB.
"Vamos mostrar que o Brasil não quer mais ficar de joelhos diante do FMI, pois eles (PSDB) quebraram o Brasil três vezes", voltou a ressaltar a presidente, que falou ainda que os tucanos deixaram o governo com um índice de desemprego maior que o atual. Ela destacou que, mesmo diante da crise internacional, o governo do PT criou 12 milhões de empregos com carteira assinada.
"Agora dizem que vão fazer do Bolsa Família programa de estado, mas quando puderam não fizeram, não vão fazer. Quando puderam fazer escolas técnicas, não fizeram, e sucatearam as universidades públicas. Não olharam para pequenos agricultores e indústria, e agora querem acabar com a indústria", criticou ainda.
"O Brasil está sendo construído pela garra do povo, que não quer andar para trás, quer seguir em frente", afirmou. Dilma participou do comício acompanhada do vice-presidente, Michel Temer, do senador Roberto Requião (PMDB), candidato ao governo estadual derrotado, e de deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR), filho de José Dirceu.
Abaixo, reportagem da Reuters sobre seu discurso em Florianópolis, onde ela negou ter feito convite ao ex-diretor da Petrobras para o Ministério das Cidades, conforme divulgado pelo jornal Gazeta do Povo, do Paraná. "Nunca fiz convite para o Paulo Roberto Costa ser ministro das Cidades. E ele nunca recebeu esse convite porque nunca foi da minha confiança", disse Dilma.
"O PSDB cria desemprego, eu crio
empregos e melhoro salários", diz Dilma

(Reuters) - A presidente Dilma Rousseff, que concorre à reeleição pelo PT, afirmou nesta sexta-feira que defende o crescimento de todos os setores sociais e econômicos, destacou ter orgulho de fazer parte de um projeto que tirou 36 milhões de pessoas da miséria e criticou duramente os tempos do PSDB no comando do país.
"Diante da urna vamos cotejar quem deu o que para o Brasil", disse Dilma, que disputa o segundo turno com o candidato do PSDB, Aécio Neves. "Nós não estamos aqui comparando abstrações, não estamos aqui comparando sonhos. Estamos aqui comparando o que de concreto ocorreu no Brasil."
"O PSDB cria o desemprego porque acha que precisa fazer ajustes, reduzindo empregos e salários. Eu crio empregos e melhoro salários", acrescentou a presidente durante campanha em Florianópolis.
"Criando empregos e melhorando salários, a gente abre a possibilidade de todos crescerem. No meu governo, todas as classes sociais melhoraram."
A presidente explorou o fato de Aécio ter indicado Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, para o Ministério da Fazenda caso seja eleito. Segundo Dilma, Armínio encerrou sua gestão com as "maiores taxas de juros da história".
"Ninguém conseguia comprar a prazo", disse a presidente. Para ela, os governos do PT construíram "um outro Brasil", mas há muito a fazer. "Esse outro Brasil ainda tem muito a percorrer, tem imenso espaço a desenvolver", disse.
Na região Sul do país, a presidente está bem atrás de Aécio, segundo o Datafolha. Lá a petista tem 34 por cento das intenções de voto contra 53 por cento do tucano. Em todo o país, os dois estão em empate técnico, com vantagem numérica para o tucano: 45 a 43 por cento.
Fonte: Brasil 247

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Ministro Ricardo Berzoini participa de caminhada pró-Dilma em bairros de são Luís





















O Ministro das Relações Institucionais Ricardo Berzoini participou de caminhada pró-Dilma em São Luís na tarde desta quinta-feira (16). O evento faz parte da agenda de campanha denominada "caminhada com Dilma 13", que o petista cumpre na capital maranhense nesta quinta-feira e sexta-feira (17).
A caminhada, que foi iniciada no bairro Alto do Turu e encerrada no bairro do Sol e Mar, contou com a participação do prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda (PTC) e lideranças políticas do PT, PMDB, PcdoB e demais partidos coligados e aliados da presidenta.

O encontro tem como objetivo fortalecer ainda mais a campanha de reeleição de Dilma, no Maranhão. No primeiro turno, Dilma obteve no primeiro turno cerca de 70 % dos votos válidos.  

Antes da caminhada, o ministro almoçou com a governadora Roseana Sarney e classe política. Já a noite, a agenda do ministro Berzoini teve como principal evento, um jantar com o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, os gestores municipais e vereadores da capital.

Nesta sexta-feira (17), terá uma coletiva com a imprensa, às 9h30, no hotel Saint Louis, no São Francisco. À tarde, por volta das 16h30, como encerramento da agenda do ministro Berzoini, em São Luís, será feita uma grande “Caminhada Dilma 13”, no centro comercial de São Luís, passando pela Rua Grande. No ato o ministro estará acompanhado por lideranças partidárias, estudantis, sociais e militantes partidários. 

Fonte: O Imparcial on-line