terça-feira, 20 de maio de 2014

Hospital de Zé Doca, recém-inaugurado, está fechado

O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) denunciou, na manhã desta segunda-feira (19), que o Hospital Regional de Zé Doca, inaugurado recentemente com pompas pela governadora Roseana Sarney, encontra-se fechado. “A quem atende um hospital fechado? Só aos empreiteiros que receberam volumes vultosos para construí-lo”, comentou o parlamentar.

Segundo Othelino Neto, talvez agora, depois da denúncia da oposição, dando conta que o Hospital de Zé Doca está fechado, talvez o governo Roseana Sarney se apresse em colocar a unidade para funcionar. “Este é o governo que enfeita para inaugurar, que enfeita para divulgar, mas que não governa nada”, disse o deputado do PCdoB.

O deputado disse que fez o flagra durante viagem a Zé Doca, no último final de semana, e lembrou que a mesma coisa acontece em outras regionais, como a de Turiaçu.

“Parei o carro para olhar e até para tirar uma foto. Naquele momento, passou um adolescente me questionando o porquê de fotografar um elefante branco e eu expliquei que estava registrando para levar ao conhecimento da Assembleia Legislativa e do povo do Maranhão”, comentou o deputado. 

Fonte: Jorge Vieira


sábado, 17 de maio de 2014

Lula: "Medo da elite é que eu volte em 2018"

Em mais um ato da pré-campanha do ex-ministro Alexandre Padilha (PT) a governador de São Paulo, nesta sexta (16), na cidade de Sorocaba, o ex-presidente Lula defendeu a reeleição da presidente Dilma Rousseff e brincou com a possibilidade de voltar em 2018. "Temos que reeleger Dilma. Ela vai fazer um segundo mandato muito melhor do que o primeiro, igual ao Lula fez. O medo deles é que a gente eleja o Padilha em São Paulo, o Pimentel em Minas Gerais e o Lindbergh no Rio. Aí eles pensam: 'aí é que eles não saem mais. E se o Lula quiser voltar em 2018? Como é que a gente fica?'", disse; ele voltou a criticar os governo do PSDB; "Os tucanos governam esse estado há 22 anos e vocês percebem que em todos esses anos, São Paulo do ponto de vista social só regrediu", afirmou


Em mais um ato da pré-campanha do ex-ministro Alexandre Padilha (PT) a governador de São Paulo, o ex-presidente Lula voltou a criticar os governos estaduais do PSDB, nesta sexta-feira (16), na cidade de Sorocaba. "Os tucanos governam esse estado há 22 anos e vocês percebem que em todos esses anos, São Paulo do ponto de vista social só regrediu. Quem cuida dos pobres desse Estado é o governo federal, através dos programas sociais criados pelo nosso governo. Eles não foram capazes de cuidar da água. E eu pensei que os tucanos enxergassem bem. Pensei que eles estavam vendo que ia faltar água, mas eles não conseguiram ver", disse.
Já com um foco mais nacional, Lula voltou a afirmar que, durante a campanha eleitoral, é preciso "comparar sim" os governos do PT e do PSDB. "O que fizemos em 11 anos, a elite não fez em cinco séculos", ressaltou, para logo em seguida apresentar dados sobre criação de universidades e faculdades e escolas técnicas, além de citar o aumento exponencial no número de universitários no país nos últimos anos. 
"Com muito orgulho que vejo filho de pobre se formando, fazendo faculdade, estudando medicina, se formando em engenharia. O governo cumpriu com a sua obrigação e deu uma oportunidade ao povo deste país", disse. O ex-presidente defendeu também os investimentos dos governos do PT na área social. "É investimento no ser humano", frisou.
O ex-presidente também destacou ações do governo Dilma. "Vem a Dilma, ex-guerrilheira, e cria o Ciências Sem Fronteiras. É mandar o estudante brasileiro estudar no exterior. Estudar na Sorbone, em Londres, em Madri. Demos a oportunidade para os pobres. Abrimos o caminho para que os brasileiros pudessem passar", afirmou.
Já ao final do discurso, Lula afirmou que "o ódio da elite contra Dilma é o medo de ela se reeleger e eu quiser voltar em 2018".
"Temos que reeleger Dilma. Ela vai fazer um segundo mandato muito melhor do que o primeiro, igual ao Lula fez. O medo deles é que a gente eleja o Padilha em São Paulo, o Pimentel em Minas Gerias e o Lindebergh no Rio. E aí eles pensam: peraí se eles sozinhos fizeram tanto, imagine se tiverem tudo. aí que eles não saem mais. E se o Lula quiser voltar em 2018? como é que a gente fica? Eles estao trabalhando assim. Mas não temos que pensar em 2018. No dia 5 de outubro agora vamos eleger Padilha e Dilma para presidente", afirmou.
Fonte: Brasil 247


Filho do ministro Lobão é citado pela revista Época em matéria sobre evidências de fraude no fundo dos Correios

Como afilhados políticos de Edison Lobão e Renan Calheiros quase levaram o Postalis, fundo de pensão dos Correios, à ruína

Por Diego Escosteguy, com Marcelo Rocha e Leandro Loyola
O PADRINHO
O ministro Lobão e Predtechensky, o Russo (à dir.). A gestão de Russo, afilhado de Lobão, deixou um rombo milionário no Postalis 
No final do governo Lula, um jovem e brilhante operador do mercado financeiro ascendia no rarefeito mundo da elite política de Brasília. Era Fabrizio Neves, dono da Atlântica Asset, empresa que montara fundos no mercado financiados sobretudo pelo Postalis, fundo de pensão dos Correios. O Postalis era comandado por afilhados do ministro de Minas e Energia,Edison Lobão, e do senador Renan Calheiros, ambos do PMDB. Fabrizio dava festas e promovia jantares em Brasília e São Paulo. Num deles, contratou o cantor Emílio Santiago e um dos pianistas que tocavam com Roberto Carlos. Colecionador de armas, dono de bom papo, Fabrizio fez amizades com políticos, diretores do Postalis e lobistas – a maioria deles ligada ao PMDB. Segundo seis desses altos quadros do PMDB, Fabrizio participava também das reuniões em que se discutia o financiamento das campanhas em 2010. Com pouco tempo de Brasília, Fabrizio já se tornara um homem poderoso na capital.

Sobre Fabrizio, sabia-se apenas que ele morara em Miami, onde fizera fortuna no mercado financeiro. No Brasil, ele estava em alta; nos Estados Unidos, era caçado por credores e pelos investigadores da Securities and Exchange Comission, a SEC, órgão que regula o mercado financeiro americano. Acusavam-no de ser o arquiteto de uma fraude que envolvia o dinheiro arrecadado no Postalis. A caçada judicial terminou recentemente nos Estados Unidos, e suas consequências ainda não se fizeram sentir no Brasil. A ascensão de Fabrizio por lá se deu com dinheiro daqui – dinheiro dos carteiros e funcionários dos Correios, que financiam suas aposentadorias contribuindo para o Postalis. A queda de Fabrizio terminou por lá. Mas ainda promete começar por aqui. E isso aterroriza o PMDB.

A história de Fabrizio, contada em documentos confidenciais obtidos por ÉPOCA nos Estados Unidos e no Brasil, ilustra à perfeição o efeito devastador da influência da política nos fundos de pensão das estatais. É um problema antigo, que resulta em corrupção e prejuízos aos fundos. Ele atingiu novo patamar no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com a ascensão de sindicalistas ligados ao PT à direção de fundos como Previ, do Banco do Brasil, ou Petros, da Petrobras. O caso do Postalis, maior fundo do Brasil em número de participantes (110 mil), é especial. Foi o único fundo de grande porte aparelhado, no governo Lula, pelo PMDB. Por indicação de Lobão, o engenheiro Alexej Predtechensky, conhecido como Russo, assumiu a presidência do Postalis em 2006. Com o apoio de Lobão e Renan, o administrador Adílson Costa assumiu o segundo cargo mais importante do Postalis: a diretoria financeira.

Amigo de Lobão, Russo tinha no currículo a quebra da construtora Encol, nos anos 1990. Quando diretor da Encol, fora acusado de irregularidades na gestão. Fora também sócio de Márcio Lobão, filho de Edison Lobão, numa concessionária que vendia BMWs. No Postalis, sua gestão resultou em péssimos números. Dono de um patrimônio de R$ 7 bilhões, o Postalis vem acumulando perdas significativas. Entre 2011 e 2012, o deficit chegou a R$ 985 milhões. No ano passado, o fundo somou R$ 936 milhões negativos e, em 2014, as contas no vermelho já somam mais de R$ 500 milhões, com uma projeção para encerrar o ano acima de R$ 1 bilhão. 

A situação do Postalis é tão grave que a Superintendência Nacional de Previdência Complementar, a Previc, responsável por fiscalizar os fundos de pensão, avalia uma intervenção no fundo. Os auditores da Previc estão cansados de notificar e autuar os diretores por irregularidades. Houve, ao menos, 14 autuações nos últimos anos, a que
ÉPOCA teve acesso. Os mandatos de Russo e Adílson se encerraram em 2012. Foram substituídos por novos apadrinhados de Lobão e Renan. A presidência ficou com o PT, que indicou Antônio Carlos Conquista – autuado pela Previc por irregularidades na gestão de outro fundo. PT e PMDB disputam agora as decisões pelos investimentos do Postalis. A ordem política, dizem parlamentares, lobistas e funcionários do Postalis, é diminuir os maus investimentos. Trocá-los por aplicações conservadoras, de maneira a evitar a intervenção.

A CONEXÃO MIAMI - A ascensão de Fabrizio – e da turma do PMDB no Postalis – começa em 2006. O Postalis acabara de criar, ao lado de Fabrizio, o fundo Brasil Sovereign, que deveria negociar, nos Estados Unidos, títulos da dívida pública brasileira. É um tipo de investimento conservador, mais seguro para quem investe nele, embora, por isso mesmo, costume render menos. Ao menos 80% do dinheiro do Brasil Sovereign deveria ser investido nesses títulos. Não foi o que aconteceu. Em maio de 2006, Fabrizio, então dono da Atlântica Asset, passou a controlar outra financeira chamada LatAm, com sede em Miami. Cabia à LatAm operar as transações com títulos da dívida pública brasileira. Ao banco BNY Mellon, cabia administrar e fiscalizar as operações de Fabrizio. Em vez de fazer investimentos conservadores, Fabrizio, dizem a investigação da SEC e uma auditoria externa contratada pelo Postalis, fez roleta-russa com o dinheiro do Postalis. Investia em produtos financeiros complexos e arriscados, por meio de um instrumento conhecido como “nota estruturada”. Ao fazer as operações, segundo as investigações, desviava dinheiro para contas secretas de empresas com sede em paraísos fiscais. Por baixo, os investigadores estimam que US$ 24 milhões foram cobrados indevidamente do Postalis.

Segundo as investigações, a maioria das empresas que recebiam o dinheiro desviado era controlada por Fabrizio. Havia uma que não era: a conta da Spectra Trust, empresa sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, um paraíso fiscal. Segundo a Justiça americana, a conta pertencia a Predtechensky, o Russo, então presidente do Postalis. Um dos dirigentes da corretora de Fabrizio, que colaborou com as investigações, disse em depoimento que ajudou a montar as contas secretas. E que Russo fora apresentado aos funcionários da corretora como o homem dos “fundos de pensão brasileiros”. Em novembro de 2007, US$ 1,5 milhão foi transferido à Spectra. Os investigadores ainda tentam descobrir o total depositado na conta da Spectra. 

Meses depois, em 11 de julho de 2008, o Postalis depositou R$ 100 milhões na conta do fundo Brasil Sovereign. Era o sexto e último grande investimento do Postalis no fundo operado por Fabrizio. Desde que o Brasil Sovereign começara, três anos antes, o Postalis transferira R$ 371 milhões para o controle, na prática, de Fabrizio. A soma dos valores era alta, mesmo para os padrões dos fundos de pensão das estatais. Os investimentos passavam relativamente despercebidos por causa de uma tática comum. Em vez de fazer grandes investimentos de uma só vez, diretores como Russo e Adílson depositavam somas mais modestas, distribuídas por meses – até anos. O expediente era possível graças à larga autonomia que Russo e Adílson detinham. Podiam autorizar, sem precisar recorrer ao Conselho do Postalis, investimentos individuais de até R$ 120 milhões. Para efeito de comparação, diretores da Petrobras têm autonomia para gastar até R$ 30 milhões – e, mesmo assim, com mais limitações. A mesma autonomia existe nos fundos de pensão das outras estatais.

Seis dias após o último depósito de R$ 100 milhões, a corretora de Fabrizio nos Estados Unidos pagou US$ 7 milhões por uma nota estruturada do Lehman Brothers – banco que, três meses depois, quebrou e quase levou a economia mundial junto. Era um produto arriscado de origem que, no mercado, já se desconfiava duvidosa (o Lehman). No mesmo dia, segundo a investigação da SEC, a corretora de Fabrizio deu início a mais uma fraude, que obrigou o Postalis a pagar, pela nota estruturada, mais do que ela valia. Os documentos da SEC demonstram que a diferença, ou ao menos parte substancial dela, foi desviada nas semanas seguintes para a conta da Spectra, a empresa secreta de Russo, presidente do Postalis.

Nos anos seguintes, prosseguiu a prática de investir nesse tipo de produto. Em 13 de outubro de 2009, Fabrizio, para aplacar outros credores, entrou com um pedido de falência na Justiça americana. No Brasil, era outra história. Dez dias antes, a corretora de Fabrizio começara a arrecadar mais dinheiro do Postalis, desta vez com um fundo para investir em serviços de saúde. No começo de 2010, sua corretora recebeu R$ 2 milhões do Postalis. Em maio, as autoridades americanas proibiram Fabrizio de continuar operando no mercado financeiro. Eram os tempos das festas em Brasília.

Em dezembro de 2011, quando as investigações da SEC se aproximavam do fim, Fabrizio trocou cerca de US$ 130 milhões do Brasil Sovereign por produtos financeiros arriscados, como as tais notas estruturadas. Fez isso sem consultar o Mellon e o Postalis, como mandava a lei. O Brasil Sovereign, que deveria aplicar 80% dos recursos em títulos da dívida, tinha 71% do dinheiro aplicado em papéis sem garantias de pagamento. Dificilmente o Postalis recuperará o dinheiro. Por isso, tenta um acordo com o Mellon, que poderia, diz o Postalis, ter evitado os prejuízos. O Postalis quer que o Mellon pague, ao menos, R$ 400 milhões. Em fevereiro deste ano, Fabrizio fez um acordo com a Justiça da Flórida e com a SEC. Aceitou pagar US$ 4,5 milhões para não ir a julgamento, desde que não desminta publicamente os achados da investigação. Os investigadores americanos querem que ele colabore no rastro do dinheiro desviado.

O ministro Lobão afirma, por meio de nota, que conhece Russo há anos. Russo diz o mesmo. Mas Lobão, ao contrário de Russo, acrescenta: “A relação é de amizade”. Lobão, contudo, não admite sequer ter indicado Russo ou os atuais diretores do Postalis. “As nomeações no Postalis são feitas por um Conselho que atua vinculado a outro Ministério (o da Previdência)”, diz. Sobre a relação com Fabrizio e a atuação dele nas campanhas do PMDB em 2010, Lobão limita-se a dizer que “esteve com ele em eventos sociais, mas não em 2010”. Márcio Lobão, ex-sócio de Russo, diz que se mudou de Brasília para o Rio em 2000 e que, desde então, não mantém contato com ele: “Nunca mais tive qualquer vínculo comercial, social ou empresarial com o senhor Alexej”. O senador Edison Lobão Filho afirma não manter qualquer tipo de relacionamento com o ex-presidente do Postalis Alexej Predtechensky. “Não converso com esse indivíduo”, diz. “Graças a Deus (não tenho relacionamento comercial com ele). Se tivesse recebido algum valor dele, estaria pensando em me suicidar.” Aparentemente, a origem da raiva é a antiga sociedade entre Alexej e Márcio, irmão do senador, na concessionária BMW em Brasília. “Meu irmão, muito jovem, perdeu o negócio da vida dele por causa da gestão desse indivíduo. A BMW tomou a concessionária dele.”

Russo nega, por meio de nota, que tenha participado dos desvios descobertos pela SEC. “A offshore (Spectra Trust) foi aberta com a intenção de adquirir um imóvel nos Estados Unidos. A aquisição do imóvel não ocorreu, a empresa nunca realizou nenhuma movimentação”, diz ele. Russo disse que “nunca determinou” a abertura da conta bancária em nome da Spectra Trust, que recebia dinheiro após as operações ilegais. “A conta foi aberta de forma fraudulenta. Não tinha conhecimento nem da abertura da conta nem de movimentação nela.” Diz que nomeou advogados, no Brasil e nos Estados Unidos, para apurar o fato e afirma desconhecer “a origem e destino desses recursos e aguardar as apurações das autoridades competentes nos Estados Unidos para tomar medidas judiciais cabíveis”. Russo enviou a ÉPOCA um laudo produzido nos EUA por uma perícia independente. Segundo a interpretação de Russo, esse laudo comprova, por meio da análise das assinaturas usadas na abertura da conta, que a letra usada não era dele. O laudo aponta inconsistências, mas não afirma que houve fraude. Diz ainda ser “provável”que a assinatura seja mesmo de Russo. Russo não forneceu a ÉPOCA os documentos analisados.
O PADRINHO RIVAL
O presidente do Senado, Renan Calheiros (à esq.), e o lobista Milton Lyra (à dir.). Dois cunhados de Lyra compraram a sede do Postalis (no alto), depois revendida. Por influência de Lyra, o Postalis investiu R$ 75 milhões na Galileo Educacional, que quebrou em seguida 

Tanto Russo quanto Adílson, então diretor financeiro do Postalis, defendem a decisão de investir no Brasil Sovereign. “O investimento atendia aos requisitos legais e ao que determinava a legislação e a política de investimentos aprovada em conselho”, dizem ambos, em nota. O Postalis, por meio de nota, afirma algo parecido: “A decisão pelo investimento foi da Diretoria Financeira à época e seguiu os procedimentos e normas do Instituto. As aplicações estavam em conformidade com as regras e limites previstos nas Resoluções do Conselho Monetário Nacional e a Política de Investimento do Postalis”. Na nota, o Postalis afirma ainda que trabalha para resolver o mico: “Assim que tomou conhecimento do assunto, a Diretoria Executiva ajuizou protesto interruptivo de prescrição. Além disso, contratou escritório de advocacia nos EUA para a adoção de medidas cabíveis em defesa dos interesses do Instituto”.
O Mellon, que administrava o Brasil Sovereign em nome do Postalis, prefere não dar explicações sobre o caso. “Apesar de não podermos comentar assuntos específicos de clientes, ressaltamos que levamos a sério nossas responsabilidade e estamos focados em fornecer aos nossos clientes serviços de qualidade e em ganhar sua contínua confiança”, diz o Mellon em nota. Pelo acordo que fez com a Justiça americana, a que ÉPOCA teve acesso, Fabrizio não pode comentar, muito menos negar publicamente, as fraudes investigadas pela SEC no Brasil Sovereign. “Não vou falar”, diz, mesmo quando questionado sobre sua relação com Russo e o PMDB. Brian Miller, advogado de Fabrizio nos EUA, não respondeu às ligações de ÉPOCA.

O Postalis minimiza as autuações da Previc a seu atual presidente, Conquista. “Autuação não é condenação. No caso do Postalis, o único auto de infração imputado ao presidente foi julgado improcedente. No que se refere à GEAP, não há decisão administrativa definitiva, sendo que um dos autos também já foi divulgado improcedente”, diz o Postalis.

A ASCENSÃO DE MILTINHO - Enquanto Fabrizio caía em desgraça, o lobista Milton Lyra, ligado a Renan e conhecido como Miltinho, ascendia em Brasília. Criou relações com Russo e Adílson. Miltinho organizou um investimento que deu prejuízos ao Postalis. Em 2010, o grupo Galileo Educacional foi criado para tentar salvar a universidade Gama Filho da bancarrota. O Galileo emitiu R$ 100 milhões em debêntures, títulos em que a empresa paga juros no futuro a quem a financia. A garantia eram as mensalidades do curso de medicina, o mais respeitado. O Postalis investiu R$ 75 milhões no Galileo. Dois anos depois, Miltinho tornou-se diretor do Galileo. No ano passado, o Ministério da Educação descredenciou a Gama Filho, e milhares de estudantes ficaram sem aulas, sem diploma e, claro, não pagaram mensalidades. O grupo Galileo está quebrado, com uma dívida de cerca de R$ 900 milhões.

Também em 2010, Russo e Adílson fizeram outra operação questionável para o Postalis. A dupla vendeu a sede do Postalis, em Brasília, a cunhados de Miltinho, por R$ 8,2 milhões. O negócio foi feito em nome de uma empresa criada seis meses antes. Phelipe Matias, um dos cunhados, afirma ter faturado cerca de R$ 1,2 milhão em aluguéis antes de revender o prédio. Agora, o Postalis paga R$ 139 mil de aluguel para ficar no mesmo lugar. A Previc autuou o Postalis pela operação. Por irregularidades, a Previ aplicou a Russo e Adílson multas de R$ 40 mil e os inabilitou por dois anos.

O Postalis diz que “desinvestir em imóveis foi uma decisão estratégica do Instituto”. Afirma que, na venda do edifício-sede, houve concorrência e que a proposta dos cunhados de Miltinho era a melhor. Renan confirma que conhece Miltinho, mas não informa se fizeram ou mantêm negócios em comum.

Fonte: Revista Época


Arnaldo Melo levará sua pré-candidatura ao senado até a convenção do PMDB


A disputa pela vaga de senador entre o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Arnaldo Melo (PMDB), e o ex-Ministro de Turismo, Gastão Viera (PMDB), deverá ser levada à convenção do partido para que seja realizada a escolha. É o que revelou o deputado estadual à equipe de O Imparcial.
“A conversa sobre a indicação do meu nome e do Gastão já avançou muito. Chegou em nível de PT e PMDB nacional, envolvendo até o vice-presidente Michel Temer (PMDB). Achamos que para resolver isso, o melhor é levar a disputa para a convenção do partido”, afirma Arnaldo.

Segundo ele, a idéia partiu dos deputados estaduais que apoiam seu nome para a vaga, que sugeriram que Arnaldo faça um expediente comunicando o PMDB a intenção de levar a decisão para a convenção. 

O presidente de Assembleia afirma ter recebido uma lista com apoio declarado de nove partidos. Recebeu, também, das mãos dos vereadores Francisco Carvalho (PSE), Isaias Pereirinha (PSL) e Ricardo Diniz (PHS) uma lista com a assinatura de 15 vereadores de São Luís. Arnaldo ainda conta com o apoio de 25 dos 31 deputados estaduais da base governista.

Sobre a especulação levantada de que Arnaldo Melo poderia assumir vaga de vice-governador na chapa de Lobão Filho (PMDB), ele diz nunca ter recebido qualquer convite. “Especulou-se, mas ninguém tratou sobre o assunto comigo. Não se discutiu outra coisa que não tenha sido a vaga para Senado”, garante.

Fonte: O Imparcial on-line

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Enquanto estudantes andam em pau de arara, governo guarda ônibus escolares em depósito de São Luís

Oposição flagra cerca de 70 ônibus escolares guardados em depósito do governo do Maranhão, no Turu. Distribuição correta dos veículos poderia ter evitado a tragédia com estudantes no município de Bacuri.

Os deputados da Oposição – Bira do Pindaré (PSB), Othelino Neto (PCdoB), Rubens Pereira Jr (PCdoB) e Marcelo Tavares (PSB) – flagraram, na manhã desta quinta-feira (15), 64 ônibus novos, adquiridos para transporte escolar em municípios do interior do Estado, guardados em um depósito da Secretaria de Educação (Seduc), no bairro do Turu, em São Luís.
Os parlamentares, que foram ao local de surpresa para uma inspeção, desconfiam que os ônibus estejam estacionados há, pelo menos, três meses ou até mesmo um ano no local e disseram que a distribuição correta desses veículos no Maranhão poderia ter evitado a tragédia no município de Bacuri, que vitimou adolescentes no último dia 30 de abril.  Na inspeção, os deputados observaram veículos com janelas abertas, submetidos aos desgastes de chuva e poeira.
A Oposição quis explicações para o motivo de haver tantos ônibus guardados já que a carência de transporte escolar no Maranhão é grande. Eles foram recebidos, no depósito da Seduc, pelos superintendentes estaduais Francisco Solon Oliveira (Administrativo) e Antonio Gualhardo (Material Escolar). Eles alegaram problemas burocráticos e dificuldade em obter documentação no Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MA), órgão do próprio governo do Maranhão.
Os auxiliares, porém, negaram ausência de notas fiscais dos veículos e contradisseram o deputado Manoel Ribeiro (PTB) que admitiu, na sessão desta quinta-feira (15), haver também esse tipo de problema para que os ônibus pudessem ser distribuídos em municípios do Maranhão.
Da base governista, o deputado Roberto Costa (PMDB) também aparaceu no depósito, já no final da inspeção, e negou a ausência de nota fiscal para os ônibus, esclarecendo que não quis dizer isso durante pronunciamento na tribuna da Assembleia. Afirmou que os veículos aguardam apenas a liberação de documentos para serem, devidamente, distribuídos aos municípios.
DENÚNCIA NA ASSEMBLEIA  - Antes de se dirigirem ao depósito da Seduc, no Turu, os deputados da Oposição denunciaram o flagrante na tribuna da Assembleia Legislativa, durante a sessão desta quinta (15). O primeiro a comentar o assunto foi o deputado Bira do Pindaré, que se manifestou indignado com o abandono dos veículos.
“Enquanto estudantes são transportados em pau de arara e são vítimas de acidentes trágicos, como o que aconteceu no município de Bacuri, o governo do Maranhão mantém em um depósito, aqui em São Luís, provavelmente, há mais de um ano, cerca de 70 ônibus escolares, todos novinhos em folha, sem placa, escondidos numa garagem, no bairro do Turu”, disparou Bira do Pindaré.
O deputado do PSB explicou que recebeu a denúncia com fotografias anexadas, que mostram que os ônibus estão enfileirados num galpão que serve de garagem para veículos da Seduc. Em seu discurso, Bira do Pindaré sugeriu a formação de uma comissão de deputados para averiguar a denúncia com uma inspeção no local.
Já Othelino Neto, ao abordar o assunto, afirmou que se trata de uma denúncia grave que precisa ser devidamente esclarecida. “Se de fato estes ônibus estiverem lá guardados para serem distribuídos, eu vou – como já tenho dito -, conseguir mais uma vez me surpreender com este governo do Maranhão. Acho que vai ser difícil encontrar um governo tão irresponsável quanto este”, enfatizou Othelino Neto.
O deputado Marcelo Tavares afirmou que também ficou impressionado com a denúncia, dando conta da existência de ônibus novos, porém inutilizados pelo governo do Estado.
“Enquanto isso, os alunos da rede estadual de ensino estão sendo transportados pelos municípios do Maranhão em carros chamados popularmente de pau de arara. Então alguém precisa dizer para a governadora Roseana que governo não é palanque eleitoral a vida inteira”, disse Marcelo Tavares.
Marcelo Tavares acrescentou que, muito provavelmente, o governo mantém estes ônibus guardados para mais uma “farra” eleitoral.
Fonte: Sílvia Tereza

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Campos diz a prefeitos que não vai 'fazer graça com chapéu alheio'

Ele prometeu não desonerar tributos que reduzam receita de municípios. Sem citar PT, ele disse que é preciso acabar com 'terrorismo' na campanha.
Em discurso na XVII Marcha dos Prefeitos, em Brasília, o pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos, afirmou nesta quarta-feira (14) que, se for eleito, não fará “graça com chapéu alheio”, desonerando tributos de forma a reduzir a arrecadação dos estados e municípios.

“Não é possível mais fazer isso. Quero assumir o compromisso de que não faremos mais desonerações a custa dos municípios, povos e estados brasileiros. O caminho errado na condução macroeconômica fez com que desonerássemos tributos sem que a economia respondesse com crescimento”, afirmou.
Para Eduardo Campos, não é possível que o “governo fique sempre tentado fazer graça com chapéu alheio, desonerando tributos com participação de estados e municípios.” “Estamos vivendo três anos com baixo crescimento. Temos que interromper esse ciclo de baixo crescimento e não podemos fazer isso às custas das paralisações da máquina pública municipal.”     

Campos prometeu, durante o evento, dialogar com as prefeituras e não defender propostas que oneram somente os cofres das prefeituras. A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) critica a aprovação recente de pisos salariais para diversas categorias, como o piso de R$ 1.014 aprovado neste mês no Congresso para agentes comunitários de saúde. Para a CNM, que reúne prefeitos de todo o país, essas propostas aumentam muito as despesas dos estados e municípios.

Eduardo Campos afirmou que é preciso apontar as receitas ao aprovar projetos que geram gastos e defendeu a criação de um conselho para debater propostas que provocam despesas aos municípios. “O que o Brasil tem feito é jogar nas costas dos municípios a responsabilidade. A gente não tem controle sobre a nossa receita nem sobre a nossa despesa. Essa é a realidade do gasto municipal.”
'TERRORISMO' - Sem citar especificamente a campanha do PT, Eduardo Campos afirmou que é preciso “acabar com o terrorismo de querer discutir o Brasil na base da ameaça”.
Nesta terça (13), o PT divulgou vídeo de propaganda, exibido à noite em rede nacional de TV, com a mensagem de que o Brasil "não quer voltar atrás" e não pode permitir o retorno de "fantasmas do passado".

“O povo conquistou aposentadoria no mundo rural, benefícios continuados para quem tem filho deficiente. Isso não é conquista de partido nenhum. É conquista do povo brasileiro. Vamos acabar com esse terrorismo de querer discutir o Brasil na base da ameaça e do medo”, disse Eduardo Campos. 
Campos também negou que o programa Bolsa Família possa acabar se a presidente Dilma Rousseff não for reeleita. Para ele, essa alegação do PT é “terrorismo”.

“Muitos dizem que o Bolsa Família vai se acabar, é conversa, é terrorismo deles. O povo brasileiro é um povo corajoso, que não tem receio dessas ameaças, porque senão não teria tirado generais, não teria derrotado a inflação, não teria eleito um filho do povo brasileiro que foi tão vítima do terrorismo como agora está sendo usado.”
Campos afirmou que, se eleito, vai lutar contra a corrupção e as altas taxas de juros. E questionou a ausência de Dilma no evento. “Temos que acabar com esses 39 ministérios, de gente incompetente, gente que deveria estar aqui e não vem”, afirmou, arrancando aplausos da plateia.

“Se você acha que foi respeitado, é reeleger esse povo que está aí. Eu e Marina vamos mudar o Brasil e não vai ser de cima pra baixo. É de baixo para cima. É de onde o povo mora para Brasília. E para isso temos que dialogar”, completou o pré-candidato.
PROPAGANDAS DO PSB - Eduardo Campos irá gravar nesta terça-feira novo vídeo para o PSB. Antes de se dirigir ao escritório do partido em Brasília, o pré-candidato participou de almoço com parlamentares do PPS e afirmou a jornalistas que as propagandas do PSB não serão pautadas pelo vídeoexibido pelo PT.

“Não pautamos nossa posição pela posição dos outros. Nossa posição é a nossa posição. Vamos fazer uma campanha limpa, propositiva, falando para o Brasil como vai ser melhor, como é possível melhorar o país. É esse o nosso tom”, disse.

Ao dirigir novas críticas ao vídeo veiculado pelo PT na noite desta terça, Campos disse “lamentar” o tom usado pela legenda da presidente Dilma Rousseff na propaganda “Fantasmas do passado”.
“Eu lamento que no período da pré-campanha já se demonstre um tom como este, um tom em que não está se discutindo os problemas reais do Brasil”, afirmou.

Fonte: G1


Aliança entre João Castelo e Flávio Dino para as eleições 2014 é aprovada no meio político

João Castelo e Flávio Dino declararam que vão caminhar juntos
A aliança consolidada entre o PSDB e o PCdoB no Maranhão não causou grande espanto no meio político. Grande parte da classe política recebeu a noticia com naturalidade e os aliados políticos dos dois garantiram que essa é uma atitude normal de quem busca aliados.
Na Câmara Municipal de Vereadores de São Luís a repercussão também seguiu a mesma linha da tranquilidade. O vereador Professor Lisboa (PCdoB), que é do mesmo partido do pré-candidato Flávio Dino, avaliou de forma positiva a situação. “Eu entendo que este é um momento único no Maranhão. Nunca tivemos uma aliança tão bem construída para o avanço do Estado. Os partidos perceberam a densidade do projeto”, disse.

Questionado acerca da coerência dos fatos, o Professor Lisboa garantiu que a aliança entre adversários políticos é perfeitamente natural, tendo em vista o dinamismo do processo. “Eu entendo que política é extremamente dinâmica. Esse dinamismo permite situações diferentes. Não se fala em inimigos e sim adversários”, afirmou.

Do lado do PSDB, o vereador José Joaquim afirmou que a política é composta de momentos que permitem o diálogo e que o ex-prefeito João Castelo participou ativamente das discussões. "A política sempre passa por um diálogo, que é dinâmico, mas sem nunca perder a dignidade", garantiu o vereador.
Os partidos aliados também viram com bons olhos a aliança. O vereador Estevão Aragão (SDD), por exemplo, afirmou que recebeu com a naturalidade a notícia da aliança. "Eu acho natural, apesar de a principio acharmos um contrassenso, mas a política é dinâmica, ela separa e une. Um exemplo bem empregado é o do ex-presidente Sarney e do ex-presidente Lula, que eram desafetos e hoje são grande aliados políticos", disse.

Sobre os motivos que levaram à aliança, Estevão Aragão disse que a aliança é valorosa, visto que o PSDB é um partido que têm substância e oferece alguns benefícios, como o tempo de TV, que podem contribuir na campanha.  "O pré-candidato Flávio Dino busca aliança com partido que tenha substância e tempo de televisão, além de nomes de peso", disse.

O PREFEITO - Líder do governo na Câmara Municipal, o veredor Osmar Filho (PSB) afirmou ainda não ter conversado com o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, a respeito da aliança, mas garantiu que não foi surpresa visto que a aliança já estava sendo estruturada há algum tempo.

Osmar Filho garantiu que agora não era hora de preocupação com os rumos das eleições de 2016, já que a aliança vislumbrava apenas participação a nível estadual. "Ainda não conversei com o prefeito após a aliança que já estava sendo especulada há muito tempo, mas acredito que foi uma aliança no âmbito estadual", finalizou.

Fonte:  O Imparcial on-line